Roony é o nome do robô que irá ser capaz de montar uma casa insuflável experimental na Lua, em 2012.
Pesquisadores da Universidade Malardalen, na Suécia, estão a projectar um robô que deverá ser capaz de sair autonomamente de um foguete pousado na Lua, escolher um lugar adequado nas proximidades e construir uma casa.
Primeira casa espacial
O objetivo é grandioso, mas os passos estão sendo dados um cada vez. A primeira versão, que os pesquisadores esperam colocar na Lua em 2012, deverá ser capaz de transportar e montar uma casa de demonstração, algo mais parecido com uma barraca do que verdadeiramente com uma casa.
Aquela que poderá ser serdesignada de a primeira casa espacial terá uma massa de 5 quilogramas, tudo empacotado num volume de 6 litros. Depois de montada, a casa lunar terá uma áreade 10 metros quadrados.
Pedreiro robótico
Como se trata deuma demonstração, os cientistas não pretendem construir algo habitável. Construções habitáveis na Lua deverão pesar muito mais, devido tanto à necessidade de pressurização como deprotecção contra a radiação e o impacto de meteoritos.
Contudo, o conceito de utilização de um robô específico para a construção automatizada de instalações na Lua é promissor. O robô, que já foi baptizado deRoony, será construído numprojecto totalmente levado a cabo por estudantes da Universidade.
domingo, 15 de março de 2009
As Novas Tecnologias no Futebol - petição
No passado dia 12 de Março de 2009, o comentador Rui Santos, no programa "Aqui e Agora" avançou com a proposta de que o futebol português precisa de utilizar as novas tecnologias, em nome da verdade desportiva. O tema tem motivado discussões quentes em todo o mundo do futebol, mas a FIFA parece pouco disposta à mudança. Segundo Rui Santos :"A introdução das novas tecnologias no futebol, para reduzir a margem de erro dos árbitros, não tem necessariamente de mudar a essência do jogo: os seus ritmos, a beleza dos movimentos, a genialidade dos protagonistas. Mas dar-lhe-á verdade." Pela verdade desportiva no futebol, Rui Santos lançou uma petição online. Quem estiver interessado nesta petição fica aquie o link e um video da discussão gerada no programa. Link : http://sic.aeiou.pt/online/noticias/desporto/especiais/verdadedesportiva/ Link do video: http://sic.aeiou.pt/programasinformacao/scripts/VideoPlayer.aspx?ch=aquieagora&videoId={A495671E-6DBF-4F5C-8C17-06A2A872C876}
A tecnologia chega às escolas
"O Plano Tecnológico da Educação" prevê que em 2010 haja 27.000 quadros interactivos nas escolas portuguesas e que cada sala de aula esteja equipada com um computador e um projector que permita a habitual utilização de conteúdos audiovisuais pelos professores, o acesso à internet projectada no ecrã etc. Os computadores, a tecnologia digital e as inovações no mundo audiovisual já transformaram as nossas sociedades. E tudo continua a mudar a uma velocidade estonteante. (..) Nas escolas, as novas tecnologias estão a dar os seus frutos e prevemos que irão produzir uma verdadeira revolução nos tempos mais próximos. Já começamos a ver a utilização dos quadros interactivos que tornam muito mais atraentes e fáceis de perceber as explicações do professor. Em breve teremos que mudar a expressão “chamar o aluno à pedra”. Ele poderá também manipular o que está no quadro e dar o seu contributo interessadamente e de uma maneira lúdica. A utilização dos retroprojectores para a ilustração das aulas já era uma boa técnica, mas com o uso do portátil e do projector de vídeo as novas possibilidades são incomparáveis. Cada bom profissional do ensino terá no seu computador uma base de dados com textos, esquemas, planos de aula, pequenos vídeos que poderá projectar quando achar conveniente.Todos sabemos a força e o impacto que as imagens têm. É costume referir que uma imagem vale mais doque mil palavras. E, de facto, elas poderão ser um bom ponto de partida para se poder atingir os processos cognitivos mais exigentes. Os nossos alunos cresceram rodeados de imagens e os seus cérebros forammoldados nesse contexto. Sendo assim, a escola terá de ir ao encontro dessa condição para alcançar os seus objectivos mais ambiciosos. Sabemos que um dos grandes problemas da escola é o insucesso, o abandono precoce e a indisciplina que, muitas vezes, resulta da passividade dos alunos que dificilmente conseguem suportar longas exposições teóricas, muitas vezes desenquadradas dos seus interesses. É uma seca! dizem eles. Têm que estar sentadinhos a escutar o professor em aulas de 90 minutos e por vezes não aguentam mais. As raparigas conseguem resistir mais algum tempo, mas os rapazes querem acção e o ensino tradicional pouca acção lhes dá. Será que com as novas tecnologias e a orientação inteligente dos professores, conseguiremos ultrapassar esta situação? Não podemos ficar pelas eternas lamentações que atribuem todas as culpas aos pais, ao desinteresse, à impreparação e má vontade dos alunos, que só querem brincadeira, que estão viciados nos jogos, nas novelas e em tudo o que é superficialidade e que, ainda por cima, só sabem é faltar ao respeito aos professores. Tudo isto pode ser verdade, mas não podemos continuar na atitude recriminatória sem um esforço para mudar métodos de há 30 anos que podiam ser eficazes mas que já não servem para esta geração que foi moldada pela televisão, pelas consolas e pelos computadores. (...) "
A empresa chinesa BYD, com sede em Shenzhen (província de Cantão, sul do país), vai começar a fabricar carros eléctricos recarregáveis a partir de 2009, graças à redução dos custos de produção com materiais mais baratos para as suas baterias, informa hoje o jornal Shanghai Daily. A BYD, que originalmente fabricava baterias para telemóveis, usava nos seus veículos baterias de ferro em lugar de lítio, para reduzir os custos, o que impedia que a empresa vendesse os seus carros em mercados estrangeiros. «As baterias de ferro demonstraram ter um maior rendimento em segurança e uma maior capacidade», explicou a companhia em comunicado. Um primeiro modelo híbrido, alimentado a partir de gasolina e electricidade e fruto de quatro anos de pesquisa, será lançado no mercado chinês na segunda metade de 2008, segundo os planos da empresa. A BYD, que entrou na indústria automobilística como fabricante em 2005, espera comercializar 100 mil veículos este ano, o que representaria um aumento de 67% nas suas vendas.
Os jazigos de um cemitério em Espanha estão a fornecer energia eléctrica à cidade de Santa Coloma de Gramenet. À falta de espaços planos e soalheiros, esta urbe, dos arredores de Barcelona, instalou painéis solares no cemitério local. “O melhor tributo que podemos prestar aos nossos antepassados, independentemente da religião que professem, é gerar energia limpa para as gerações futuras. É esse o nosso lema”, disse Esteve Serret, director do consórcio Conste-Live Energy, formando entre a empresa que gere o cemitério e a que fornece a electricidade, respectivamente. “A princípio, diziam que éramos loucos”, disse Antoni Fogue, membro do município de Santa Coloma de Gramenet. Entre a “falta de respeito” e a indignação dos habitantes, não foi fácil o início da coabitação entre caixões e painéis solares. “Esta instalação respeita integralmente a memória dos mortos e as famílias dos defuntos”, acrescentou, em declarações à CNN. Os 462 painéis solares produzem cerca de 100 kw de energia, o equivalente ao uso doméstico de 60 casas, por ano. São distribuídos por 1.083 metros quadrados de placas solares fotovoltaicas, numa área 2.300 metros quadrados, sobre os jazigos. O cemitério é a última morada de cerca de 57 mil defuntos e os painéis solares ocupam, cerca de 5% da área total do espaço. O projecto custou cerca de 720 mil euros. Nesta primeira fase, o parque solar gerará 124.374 kWh/ano de energia. Um benefício ambiental estimado em 62 toneladas/ano de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
A EDP vai avançar com o projecto WindFloat - desenvolvido pela EDP Inovação juntamente com a empresa Principle Power -, que se propõe instalar parques eólicos geradores de electricidade na costa portuguesa. Este projecto foi concebido pela empresa Marine Innovation & Technology e é detido pela sociedade Principle Power, com sede em Seattle, nos Estados Unidos da América. A EDP considera que os geradores eólicos e as respectivas bases flutuantes do projecto WindFloat terão características inovadoras, que asseguram maior controlo do movimento das ondas e das turbinas. Segundo a EDP, a operação será realizada em três fases. “Na primeira fase será construído e instalado um WindFloat para efeitos de demonstração. Seguir-se-á uma fase pré-comercial, em que serão instalados três a cinco equipamentos e, por fim, o projecto entrará na fase de exploração comercial”, refere a EDP. Além da Principle Power e da EDP, este projecto acolherá outros accionistas, a anunciar num futuro próximo.
Um estudo da União Europeia afirma que os jogos electrónicos encorajam a criatividade e a cooperação.
As conclusões do levantamento , que podem surpreender ou acalmar pais de viciados em jogos, conduzido pela Comissão do Parlamento Europeu sobre Mercado Interno e Protecção ao Consumidor descobriu uma série de benefícios e nenhuma relação definitiva com comportamento violento.
Os jogos electrónicos não são perigosos na maioria dos casos e podem, inclusive, contribuir para o desenvolvimento de funções importantes, disse Toine Manders, deputado holandês e responsável pelo estudo.
Os jogos electrónicos estimulam nas crianças capacidades como a reflexão estratégica, a criatividade, a cooperação e o sentido de inovação, garante o relatório.
O estudo não pede legislação europeia que proíba certosRemover formatação da selecção jogos e, em vez disso, pede que o grupo dos 27 países trabalhe em conjunto, para fortalecer um código voluntário europeu conhecido como “PEGI”, que classifica os jogos de acordo com o conteúdo.
O relatório revela que, o ano passado, as receitas totais do sector de jogos electrónicos somaram mais de 7 mil milhões de euros. O estudo divulgado agora desafia a percepção de que os jogos são mais utilizados por crianças. Refere estatísticas que afirmam que a média de idade do jogador europeu é de 33 anos.
Rui Cortesão, coordenador da equipa de sete investigadores da FCTUC que está a desenvolver o projecto
Desenganem-se os que pensam que médicos assistidos por robôs só em filmes de ficção científica. Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) estão a desenvolver o WAM, um robô que, dentro de cinco a sete anos, poderá ser utilizado em hospitais para cirurgias minimamente invasivas. Apesar de alguns modelos semelhantes existirem actualmente, o WAM promete ser a solução mais vantajosa.
Ciência Hoje falou com Rui Cortesão, coordenador da equipa de sete investigadores da FCTUC que está a desenvolver o projecto. Segundo o docente, “a inovação está na arquitectura de controlo de telemanipulação háptica que garante telepresença”. Como o explica o investigador, graças a esta característica, “o robot fornece sensações de contacto de alta fidelidade, o que é importante em cirurgias delicadas”.
O WAM será utilizado para cirurgias minimamente invasivas, ou seja, para aquelas que são realizadas através de pequenos orifícios abertos no corpo humano ou pelos orifícios naturais. Rui Cortesão revelou ao CH que “os primeiros testes serão feitos em aplicações não invasivas que envolvam contacto, caso da tele-ecografia”. Os testes preliminares de cirurgia não deverão ocorrer, segundo o investigador, num horizonte temporal inferior a três anos. O coordenador explica que, antes de ser testado em humanos vivos, o WAM será utilizado em cirurgia de cadáveres.
O robot pesará apenas 27 quilogramas e será, como afirma Rui Cortesão, “bastante mais barato” do que o Da Vinci, um modelo similar actualmente existente no mercado. Segundo o investigador, o Da Vinci custa um milhão de euros, tem uma dimensão elevada, ocupando uma sala, e não transmite ao cirurgião a sensação de contacto, a informação de força, que o modelo de robot em desenvolvimento transmitirá.
O WAM ultrapassa, assim, os modelos já existentes, oferecendo melhor conforto para o cirurgião, integração em tempo real dos dados intra-operativos (movimento guiado por imagem e movimento controlado por força), cirurgia menos dolorosa e traumatizante para o paciente e tempo de recuperação mais curto.
Quando questionado sobre a segurança da utilização do WAM, Rui Cortesão afirma que “o robot está equipado com vários dispositivos de segurança, quer a nível de hardware, quer a nível de software”. O investigador acrescenta que “o facto de ser um robô muito leve, com uma inércia reflectida bastante baixa, torna-o ainda mais seguro, mesmo no caso,muito improvável,de avarias em cascata”.
Segundo Rui Cortesão, o WAM irá potenciar o desempenho do cirurgião e permitir o treino, aprendizagem e ensino em ambientes virtuais. A aplicação na tele-ecografia é também uma das potencialidades do WAM. “Com o encerramento das maternidades, este robot será uma boa opção. O obstetra pode estar em Coimbra e examinar ecografias em Bragança, Viseu, Guarda ou Castelo Branco, bastando, para tal, a presença de um técnico no hospital”, refere uma nota da FCTUC.
Rui Cortesão revelou ao CH que ainda há muito trabalho pela frente. “O controlo da orientação ainda não está concluído, há questões de tempo real a analisar, tendo em vista os atrasos nas comunicações, é preciso implementar métodos adicionais de tolerância a falhas, é preciso projectar interfaces para acomodar as ferramentas cirúrgicas no robot e desenvolver mais software de visualização”, conta o coordenador do projecto.
Para o coordenador do projecto, com o WAM, “o que se pretende é colocar a robótica de manipulação ao serviço da medicina”. O investigador afirma que “a robótica médica tem um potencial enorme de crescimento” e que o robô pode ser “mais um instrumento ao dispor do médico”.
O WAM é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e contará, numa fase final, com uma colaboração com os Hospitais da Universidade de Coimbra.
Falta pouco tempo - já está a ser testado - para a introdução no mercado de um novo contador que fará uma pequena revolução no que respeita à tarifagem da electricidade na casa de cada um.
A data para a sua utilização não está ainda definida, mas o novo projecto da EDP, o InovGrid, impulsionado pela saída do decreto-lei relativo à microprodução, foi tornado possível pelo Instituto de Engenharia e de Sistemas e Computadores do Porto (INESC) e “vai permitir criar casas energeticamente inteligentes”, afirmou a Ciência Hoje o coordenador da instituição, João Peças Lopes.
O sistema passará pela substituição do actual contador pela Energy box – “uma caixa que permite contar a energia consumida e produzida nos lares” – com um investimento mínimo e que ocupará exactamente o mesmo espaço que o tradicional contador.
Qualquer pessoa poderá “medir a energia consumida e produzida em sua casa, desde que tenha a instalação de microgeração”. Sendo assim, continuou o investigador, "informação da contagem é enviada através de um processo de comunicações próprio e elimina-se a inspecção visual do contador que é feita periodicamente pela companhia eléctrica e evita erros de leitura dado o rigor do método". Tudo será feito automaticamente por esse computador que “tem uma componente com funcionalidades avançadas que melhoram a eficiência da energia dentro de uma instalação de utilização”.
O InovGrid faculta aos detentores a possibilidade de explorar melhor planos de tarifação que serão disponibilizados e isso traduzir-se-á na redução da factura de electricidade.
Pelo menos é o que promete a Intel. Este ainda é um grande mal que acompanha a evolução tecnológica - o facto de que tudo, ou quase tudo, precisa de uma fonte de alimentação externa, seja para uso ou para recarregar a bateria. Mas, para a Intel, estes dias estão contados. Máquinas auto-sustentáveis, ou auto-carregáveis, estão perto de se tornarem realidade, uma vez que estamos cercados de energias alternativas como o calor do corpo, o movimento do ar e até mesmo as ondas das antenas de telefonia, que poderiam ser usadas como fonte de energia. A Intel baseia-se numa realidade já utilizada pela medicina, onde pequenos sensores implantados no corpo armazenam e transmitem informações do corpo, e tudo isto sem a necessidade de baterias. Por enquanto, os testes estão a ser feitos utilizando a energia solar e o calor do corpo e espera-se uma comercialização de aparelhos com esta tecnologia dentro de 3 a 5 anos.
Juan Enriquez, presidente e CEO da Biotechonomy deu uma conferência na TED 2009, onde compartilhou a sua visão sobre a evolução da espécie Humana, uma visão que não está muito distante. Se é jovem, muito provavelmente irá vivê-la. Se não é o caso, deverá vê-la crescer e ter influência no crescimento da mesma. Homo evolutis seria o nome a atribuir à nova espécie, que viria substituir a Homo sapiens.
Homo evolutis terá o controlo directo na evolução das espécies, um pouco do que já se passa actualmente. Robótica e manipulação do ADN serão os pontos de lançamento para esta nova espécie. Células programáveis, cultura de tecidos para transplantes ou a utilização da robótica para o aumento das nossas habilidades, fazem, também, parte desta evolução. Actualmente, já caminhamos nesse sentido, pois já podemos escolher como queremos que nasçam os nossos filhos, altos, pequenos, cabelo preto ou loiro, olhos azuis ou verdes.
Juan Enriquez contou uma história de uma rapariga que sofreu uma lesão no joelho e teve de receber tendões criados em laboratório. Esses tendões não se limitaram a resolver o problema, pois tornaram o seu joelho muito mais forte. Essa mesma rapariga praticava esqui profissional e o seu treinador pediu para que ela fizesse a mesma cirurgia no outro joelho, para aumentar as suas capacidades. Esta prática será comum dentro de alguns anos, todos temos pontos fortes e fracos, corrigir os fracos aumentará as nossas capacidades, e esse será o lema.
O ponto a que Juan Enriquez pretendeu chegar, foi que será possível para todos, aumentarem as suas capacidades com alterações no corpo humano, e salientar que a próxima espécie Humana, seja ela Homo evolutis ou tenha outro nome qualquer, terá o controlo da sua evolução biológica. Não houve tempo para uma abordagem mais psicológica, evolução da mente, como também não houve tempo para uma abordagem da sustentabilidade financeira que as futuras gerações terão, pois apenas teve direito a 18 minutos.
Como será o mundo daqui a 20, 30 ou 40 anos? Como será a nossa mente? Como é que os governos vão sustentar os seus cidadãos, como conviverá a espécie humana com a robotização de quase tudo? Haverá emprego para todos, ou a ideia de emprego que temos hoje só irá constar nos manuais electrónicos de História? Será um mundo melhor do que o de hoje?
O Large Hadron Collider – LHC (Grande Colisionador de Hadrões) é o maior
acelerador de partículas do mundo, e está localizado no CERN.
Os aceleradores de partículas foram inventados na década de 1920 como uma ferramenta para a investigação em física. Por fora, parecem grandes túneis, e podem ter vários quilómetros de extensão. Dentro deles, partículas como protões, electrões, positrões, anti-protões e diferentes tipos de iões são acelerados a velocidades próximas da da luz, utilizando-se campos electromagnéticos para esse efeito. O único requisito para acelerar partículas é o de que estas tenham carga eléctrica e vivam o tempo suficiente para poderem ser úteis. Há dois tipos de aceleradores: lineares e circulares. Nos aceleradores lineares, as partículas são aceleradas para colidir com um alvo fixo, enquanto que nos circulares, normalmente elas irão colidir umas com as outras. Estes aceleradores recebem também o nome de colisionadores.
O CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire) é o Laboratório Europeu de Física de Partículas, situado perto de Genebra, Suíça. É o maior centro mundial de investigação do seu tipo, sendo financiado por vinte Estados Membros. Desde a sua fundação, em 1954, tem sido um exemplo bem sucedido de colaboração internacional, juntando milhares de cientistas de várias nacionalidades. O objectivo do CERN é a investigação científica pura, sem objectivos militares: “De que é constituído o nosso Universo?”, “De onde vem a matéria?”, “Como é que as partículas elementares interagem?” são algumas das perguntas para as quais os cientistas procuram respostas. O CERN desempenha, também, um papel fundamental no desenvolvimento de tecnologia de ponta,
desde a ciência de materiais até à engenharia mecânica ou computação, ou aplicações na medicina. O LHC entrou em funcionamento no dia 10 de Setembro de 2008 numa cerimónia com pompa e circunstância. Trata-se de um projecto faraónico, em que participaram mais de 10 mil cientistas e engenheiros de 580 universidades e de cerca de 100 nacionalidades. É um
anel circular, com 27 km de comprimento e cerca de 8,6 km de diâmetro, localizado a 100 metros abaixo da superfície, na fronteira da França com a Suíça. Tem como objectivo simular o big bang, mais propriamente os primeiros milésimos de segundo do Universo. Ao contrário dos demais aceleradores de partículas, a colisão no LHC será entre protões
(que pertencem a um tipo de partículas a que os físicos chamam hadrões) e não entre positrões e electrões (como no LEP – Large Electron-Positron collider). O LEP foi desligado em 2000 e desmontado em 2001, para dar lugar, no mesmo túnel, a um novo acelerador, o LHC. A construção e entrada em funcionamento do LHC têm gerado uma enorme polémica na Europa. Alguns cientistas acreditam que este equipamento pode provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas, como um buraco negro que acabaria por destruir a Terra. Outros acusam o CERN de não ter realizado os estudos de impacto ambiental necessários. Apesar das alegações "catastróficas", físicos teóricos de notável reputação como Stephen Hawking e Lisa Randall afirmam que tais teorias são meramente absurdas, e que as experiências foram meticulosamente estudadas e estão sob controlo. A 19 de Setembro de 2008 ocorreu um incidente no LHC, que resultou num grande vazamento de hélio no túnel. O hélio serve para arrefecer os ímanes responsáveis pela aceleração das partículas. Em circunstâncias normais, os ímanes deveriam estar submetidos a uma temperatura de 271 graus negativos para poder gerar os poderosos campos magnéticos necessários à experiência. O vazamento de hélio provocou um aquecimento de uma centena destes ímanes até 100 graus Celsius. Segundo um press release publicado pelo CERN,
foram feitas investigações que apontaram como provável causa do incidente um defeito na ligação eléctrica entre dois ímanes, o que causou uma falha mecânica. O funcionamento do LHC estáinterrompido, no mínimo, durante dois meses.
Hoje em dia existem cerca de dez mil aceleradores de partículas espalhados pelo mundo, metade dos quais são utilizados em medicina e apenas alguns em investigação fundamental. Em medicina, os aceleradores têm duas aplicações: Imagiologia (diagnóstico do corpo por imagem – PET (Positron Emission Tomography)) e terapia com radiofármacos. Estes são administrados no tratamento de doentes cancerosos. Como os
radiofármacos têm um tempo de vida curto, são produzidos num local próximo do hospital onde irão ser usados, utilizando-se, para o efeito, um acelerador de partículas. Os aceleradores de protões têm a vantagem de depositar toda a sua energia no mesmo local. Este aspecto torna a terapia de protões ideal para o tratamento de tumores que se situam perto de órgãos delicados, onde a precisão é vital.
Jefferson Y.Han gosta de grandes monitores. Se um ecran é suficientemente largo, quatro ou cinco pessoas podem trabalhar nele ao mesmo tempo, falar ou editar fotos. Mas eles não o podem fazer se estiverem a usar apenas um teclado e um rato. A resposta está no monitor do seu laboratório da Universidade de Nova Iorque, que possui uma entrada multitouch.Permite qualquer número de utilizadores mexer no ecran como se estivessem a manipular objectos reais. No monitor, Han usa as suas mãos para rodar o globo e depois aproximar-se dos canhões de Manhattan. "Um rato é um dispositivo de pontaria indirecta", diz Han. "Estás a trabalhar com um objecto que não está no ecran. Computação Multitouch é manipulação directa"