terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Estudo: jogos electrónicos fazem bem às crianças


Um estudo da União Europeia afirma que os jogos electrónicos encorajam a criatividade e a cooperação.

As conclusões do levantamento , que podem surpreender ou acalmar pais de viciados em jogos, conduzido pela Comissão do Parlamento Europeu sobre Mercado Interno e Protecção ao Consumidor descobriu uma série de benefícios e nenhuma relação definitiva com comportamento violento.

Os jogos electrónicos não são perigosos na maioria dos casos e podem, inclusive, contribuir para o desenvolvimento de funções importantes, disse Toine Manders, deputado holandês e responsável pelo estudo.

Os jogos electrónicos estimulam nas crianças capacidades como a reflexão estratégica, a criatividade, a cooperação e o sentido de inovação, garante o relatório.

O estudo não pede legislação europeia que proíba certosRemover formatação da selecção jogos e, em vez disso, pede que o grupo dos 27 países trabalhe em conjunto, para fortalecer um código voluntário europeu conhecido como “PEGI”, que classifica os jogos de acordo com o conteúdo.

O relatório revela que, o ano passado, as receitas totais do sector de jogos electrónicos somaram mais de 7 mil milhões de euros. O estudo divulgado agora desafia a percepção de que os jogos são mais utilizados por crianças. Refere estatísticas que afirmam que a média de idade do jogador europeu é de 33 anos.

Fonte: http://www.inforassist.net/?p=2261

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

WAM, o robot cirurgião

Rui Cortesão, coordenador da equipa de sete investigadores da FCTUC que está a desenvolver o projecto

Desenganem-se os que pensam que médicos assistidos por robôs só em filmes de ficção científica. Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) estão a desenvolver o WAM, um robô que, dentro de cinco a sete anos, poderá ser utilizado em hospitais para cirurgias minimamente invasivas. Apesar de alguns modelos semelhantes existirem actualmente, o WAM promete ser a solução mais vantajosa.

Ciência Hoje falou com Rui Cortesão, coordenador da equipa de sete investigadores da FCTUC que está a desenvolver o projecto. Segundo o docente, “a inovação está na arquitectura de controlo de telemanipulação háptica que garante telepresença”. Como o explica o investigador, graças a esta característica, “o robot fornece sensações de contacto de alta fidelidade, o que é importante em cirurgias delicadas”.

O WAM será utilizado para cirurgias minimamente invasivas, ou seja, para aquelas que são realizadas através de pequenos orifícios abertos no corpo humano ou pelos orifícios naturais. Rui Cortesão revelou ao CH que “os primeiros testes serão feitos em aplicações não invasivas que envolvam contacto, caso da tele-ecografia”. Os testes preliminares de cirurgia não deverão ocorrer, segundo o investigador, num horizonte temporal inferior a três anos. O coordenador explica que, antes de ser testado em humanos vivos, o WAM será utilizado em cirurgia de cadáveres.

O robot pesará apenas 27 quilogramas e será, como afirma Rui Cortesão, “bastante mais barato” do que o Da Vinci, um modelo similar actualmente existente no mercado. Segundo o investigador, o Da Vinci custa um milhão de euros, tem uma dimensão elevada, ocupando uma sala, e não transmite ao cirurgião a sensação de contacto, a informação de força, que o modelo de robot em desenvolvimento transmitirá.

O WAM ultrapassa, assim, os modelos já existentes, oferecendo melhor conforto para o cirurgião, integração em tempo real dos dados intra-operativos (movimento guiado por imagem e movimento controlado por força), cirurgia menos dolorosa e traumatizante para o paciente e tempo de recuperação mais curto.

Quando questionado sobre a segurança da utilização do WAM, Rui Cortesão afirma que “o robot está equipado com vários dispositivos de segurança, quer a nível de hardware, quer a nível de software”. O investigador acrescenta que “o facto de ser um robô muito leve, com uma inércia reflectida bastante baixa, torna-o ainda mais seguro, mesmo no caso, muito improvável, de avarias em cascata”.

Segundo Rui Cortesão, o WAM irá potenciar o desempenho do cirurgião e permitir o treino, aprendizagem e ensino em ambientes virtuais. A aplicação na tele-ecografia é também uma das potencialidades do WAM. “Com o encerramento das maternidades, este robot será uma boa opção. O obstetra pode estar em Coimbra e examinar ecografias em Bragança, Viseu, Guarda ou Castelo Branco, bastando, para tal, a presença de um técnico no hospital”, refere uma nota da FCTUC.

Rui Cortesão revelou ao CH que ainda há muito trabalho pela frente. “O controlo da orientação ainda não está concluído, há questões de tempo real a analisar, tendo em vista os atrasos nas comunicações, é preciso implementar métodos adicionais de tolerância a falhas, é preciso projectar interfaces para acomodar as ferramentas cirúrgicas no robot e desenvolver mais software de visualização”, conta o coordenador do projecto.

Para o coordenador do projecto, com o WAM, “o que se pretende é colocar a robótica de manipulação ao serviço da medicina”. O investigador afirma que “a robótica médica tem um potencial enorme de crescimento” e que o robô pode ser “mais um instrumento ao dispor do médico”.

O WAM é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e contará, numa fase final, com uma colaboração com os Hospitais da Universidade de Coimbra.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=27834&op=all

Aparelho que permite poupar nas contas da electricidade!

Falta pouco tempo - já está a ser testado - para a introdução no mercado de um novo contador que fará uma pequena revolução no que respeita à tarifagem da electricidade na casa de cada um.


A data para a sua utilização não está ainda definida, mas o novo projecto da EDP, o InovGrid, impulsionado pela saída do decreto-lei relativo à microprodução, foi tornado possível pelo Instituto de Engenharia e de Sistemas e Computadores do Porto (INESC) e “vai permitir criar casas energeticamente inteligentes”, afirmou a Ciência Hoje o coordenador da instituição, João Peças Lopes.


O sistema passará pela substituição do actual contador pela Energy box – “uma caixa que permite contar a energia consumida e produzida nos lares” – com um investimento mínimo e que ocupará exactamente o mesmo espaço que o tradicional contador.

Qualquer pessoa poderá “medir a energia consumida e produzida em sua casa, desde que tenha a instalação de microgeração”. Sendo assim, continuou o investigador, "informação da contagem é enviada através de um processo de comunicações próprio e elimina-se a inspecção visual do contador que é feita periodicamente pela companhia eléctrica e evita erros de leitura dado o rigor do método". Tudo será feito automaticamente por esse computador que “tem uma componente com funcionalidades avançadas que melhoram a eficiência da energia dentro de uma instalação de utilização”.

O InovGrid faculta aos detentores a possibilidade de explorar melhor planos de tarifação que serão disponibilizados e isso traduzir-se-á na redução da factura de electricidade.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=27857&op=all

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Diz adeus aos carregadores!


Pelo menos é o que promete a Intel. Este ainda é um grande mal que acompanha a evolução tecnológica - o facto de que tudo, ou quase tudo, precisa de uma fonte de alimentação externa, seja para uso ou para recarregar a bateria. Mas, para a Intel, estes dias estão contados. Máquinas auto-sustentáveis, ou auto-carregáveis, estão perto de se tornarem realidade, uma vez que estamos cercados de energias alternativas como o calor do corpo, o movimento do ar e até mesmo as ondas das antenas de telefonia, que poderiam ser usadas como fonte de energia. A Intel baseia-se numa realidade já utilizada pela medicina, onde pequenos sensores implantados no corpo armazenam e transmitem informações do corpo, e tudo isto sem a necessidade de baterias. Por enquanto, os testes estão a ser feitos utilizando a energia solar e o calor do corpo e espera-se uma comercialização de aparelhos com esta tecnologia dentro de 3 a 5 anos.

Fonte: www.i-tecnologia.com/


A evolução humana, Homo Evolutis está a chegar


Juan Enriquez, presidente e CEO da Biotechonomy deu uma conferência na TED 2009, onde compartilhou a sua visão sobre a evolução da espécie Humana, uma visão que não está muito distante. Se é jovem, muito provavelmente irá vivê-la. Se não é o caso, deverá vê-la crescer e ter influência no crescimento da mesma. Homo evolutis seria o nome a atribuir à nova espécie, que viria substituir a Homo sapiens.

Homo evolutis terá o controlo directo na evolução das espécies, um pouco do que já se passa actualmente. Robótica e manipulação do ADN serão os pontos de lançamento para esta nova espécie. Células programáveis, cultura de tecidos para transplantes ou a utilização da robótica para o aumento das nossas habilidades, fazem, também, parte desta evolução. Actualmente, já caminhamos nesse sentido, pois já podemos escolher como queremos que nasçam os nossos filhos, altos, pequenos, cabelo preto ou loiro, olhos azuis ou verdes.
Juan Enriquez contou uma história de uma rapariga que sofreu uma lesão no joelho e teve de receber tendões criados em laboratório. Esses tendões não se limitaram a resolver o problema, pois tornaram o seu joelho muito mais forte. Essa mesma rapariga praticava esqui profissional e o seu treinador pediu para que ela fizesse a mesma cirurgia no outro joelho, para aumentar as suas capacidades. Esta prática será comum dentro de alguns anos, todos temos pontos fortes e fracos, corrigir os fracos aumentará as nossas capacidades, e esse será o lema.

O ponto a que Juan Enriquez pretendeu chegar, foi que será possível para todos, aumentarem as suas capacidades com alterações no corpo humano, e salientar que a próxima espécie Humana, seja ela Homo evolutis ou tenha outro nome qualquer, terá o controlo da sua evolução biológica. Não houve tempo para uma abordagem mais psicológica, evolução da mente, como também não houve tempo para uma abordagem da sustentabilidade financeira que as futuras gerações terão, pois apenas teve direito a 18 minutos.

Como será o mundo daqui a 20, 30 ou 40 anos? Como será a nossa mente? Como é que os governos vão sustentar os seus cidadãos, como conviverá a espécie humana com a robotização de quase tudo? Haverá emprego para todos, ou a ideia de emprego que temos hoje só irá constar nos manuais electrónicos de História? Será um mundo melhor do que o de hoje?

Fonte: www.Biovolts.com